VAR: Vale a Pena Repensá-lo? Em 7 tópicos
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VAR: Vale a Pena Repensá-lo? Em 7 tópicos


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2021-08-09 09:00:00 |

VAR: Vale a Pena Repensá-lo? Em 7 tópicos

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VAR: Vale a Pena Repensá-lo? Em 7 tópicos por Rafael Porcari


VAR: Valeu A pena Rearranjar a arbitragem com essa ferramenta?
VAR: Veio Atrapalhar a Regra do jogo?
VAR: Viramos Atentos Reféns da decisão da cabine?
VAR: Vou Atentamente Repensar minha opinião sobre ele…
VAR: Vulnerabilidade Altíssima do Referee!

Esse jogral com as iniciais do Video Assistent Referee serve apenas para quebrar o clima sisudo desse texto. Mas dentro da brincadeira, coisas bem sérias:

1- O Árbitro Assistente de Vídeo não é mais um auxiliar da arbitragem, reportado ao Árbitro de Campo. Em nosso país virou Juiz de Cabine, determinando mudança nos procedimentos daquele que um dia, no Brasil, foi a autoridade máxima do jogo.

2- Diferente do resto do mundo, onde se fica preso aos protocolos e a ajuda ao árbitro aos lances capitais que podem prejudicar uma decisão, por culpa de erros grotescos, aqui se procura os equívocos e se faz uma varredura em detalhes que levam à equipe do árbitro de vídeo a "reapitarem" jogos. Coisa única daqui, tupiniquim, jabuticaba pura.

3- A “farra das escalas” é algo que precisa ser rediscutido. Os custos do nosso VAR são onerosos, e o número de cartolas escalados para supervisionar o quarteto de arbitragem assustam. Na final da Copa do Brasil 2018, por exemplo, foi escalado um octodeceto de pessoas (SIM! 18, um recorde), ao invés do quarteto.

4- Sérgio Correa da Silva, ex-presidente do Sindicato dos Árbitros de São Paulo, que também foi membro integrante da Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol (FPF), e de lá para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), passando pelas gestões de Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero e Cel. Nunes (em diversos cargos de arbitragem), está há décadas com funções relativas aos árbitros. Na gestão Rogério Caboclo, ele é o responsável pelo Desenvolvimento do Árbitro de Vídeo. Não só ele, mas tantos outros nomes que estão na entidade por tanto tempo, não deveriam entregar melhores resultados? Aliás, a CBF, se uma empresa mais séria fosse, deveria rever todo o seu quadro, pois paga muito bem e cobra muito pouco aos funcionários (nenhuma ilação à honestidade ou não do cartola – pessoa honrada e correta – mas à questão do seu trabalho que não se frutifica aos olhos públicos, somente em narrativas e estatísticas divulgadas pela própria CBF).

5- O octeto de arbitragem, por conta do VAR, está caro e em alguns jogos mais importantes, são mais numerosos. Será que está valendo a pena? Um árbitro da FIFA ganha R$ 5.250,00. Um árbitro assistente da FIFA ganha R$ 3.150,00 (temos dois em campo). Um quarto-árbitro recebe R$ 1.320,00. O VAR e o AVAR, R$ 3.150,00 e R$ 1.900,00 (alguns jogos temos 2 AVARs). Os analistas de campo da arbitragem custam R$ 740,00 e os inspetores de arbitragem R$ 1.050,00. Já os “gerentes de qualidade da arbitragem” (ou Quality Manager, como a CBF nomeia), R$ 630,00. Os observadores de VAR custam R$ 1.420,00. Some ainda as estadias / diárias, que variam de onde o árbitro e seus dirigentes residem (claro, valores altos para os padrões do brasileiro comum, mas lembrando que alguns deles não tem carteira de trabalho assinada pela CBF). Não é curioso que o quarteto de arbitragem, com o VAR brasileiro, passou a ser inflado por tantos elementos “administrativos”?

6- A CBF anunciou que haverá VAR em todo o 2º turno da Série B e nas fases finais da C e da D (230 partidas), custeando a iniciativa a fim de que os clubes não tenham “mais um” gasto alto. A Associação Nacional dos Clubes comemorou, e a dos Árbitros… chiou! Segundo Marcel Rizzo no UOL, a ANAF, que deveria festejar maior oportunidade de emprego não gostou da ideia, pois segundo ela: “Não está em discussão a importância do VAR, mas o seu uso eficiente. O anúncio da expansão do ‘árbitro de vídeo’ para o returno da Série B e para as retas finais das Séries C e D nos trouxe preocupação e nos fez refletir e questionar: por que aplicar o VAR sem a devida preparação dos árbitros e assistentes que atuam nestas divisões? Podemos chamar isso de planejamento? Aqui, há uma discussão de bastidores, pois existem mais árbitros habilitados na Região Sul e Sudeste do que nas demais e a ANAF defende mais escalas de árbitros das outras regiões (não tem tantos VARs treinados no Nordeste e no Norte – de onde é a maioria dos filiados da ANAF, ou seja, um “pingo de ciúme” entre árbitros.

7- Na Federação Paulista de Futebol (FPF), houve a discussão se, para a Copa Paulista (o torneio realizado para deixar em atividade as equipes profissionais que estão sem calendário), dever-se-ia usar um “VAR light”: ou seja, um membro da arbitragem que se utilizaria das imagens de TVs locais do Interior do Estado (que ajudam a transmitir os jogos com uma única câmera para o aplicativo da FPF e seus parceiros) para ser uma ferramenta mais econômica. Não creio que essa ideia vingará, e torço para que não vingue, pois muito árbitro de vídeo, dependendo da decisão e da qualidade da imagem, ficará retido na sua cabine.

Diante de tudo isso, insisto: está valendo a pena o VAR no Brasil?

Na paralisação dos campeonatos por conta da pandemia, onde se treinou, de nada adiantou? Ou os treinadores de árbitros é que precisam ser treinados?

A ferramenta, insisto, é ótima. Mas, digo com pesar, pois defendo o uso moderado e pontual da tecnologia, não está dando certo no nosso país.


E aí, gostou do texto? Então deixe seus comentários e aproveite para saber mais sobre o nosso Curso de Arbitragem no Futebol.


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1 comentário

cara, concordo totalmente ai com seus pontos! o var no brasil precisa urgente de revisao, tem muito erro grotesco!!!

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