Carboidratos e Sua Função Na Recuperação Pós Jogos
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Carboidratos e Sua Função Na Recuperação Pós Jogos


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2021-08-06 09:00:00 |

Carboidratos e Sua Função Na Recuperação Pós Jogos

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Carboidratos E Sua Função Na Recuperação Pós Jogos por Keila Cezario


O futebol é uma modalidade que requer grande demanda energética, além de ser um esporte que está em constante evolução com aumento substancial das capacidades físicas e técnicas de jogo. Os atletas de futebol devem estar preparados fisicamente para conseguir desempenhar as atividades de explosão, velocidade e habilidade, que são fundamentais para o esporte.

Durante um jogo de futebol, os jogadores percorrem aproximadamente 11 quilômetros, sendo que a média da distância coberta no primeiro tempo é 5% maior que a do segundo tempo. Nessa temos atividades que perfazem 3,2 quilômetros de caminhadas, 1,8 de corridas e 1,0 quilômetro em sprints, caracterizando a modalidade como acíclica e intermitente, onde o sistema aeróbico é altamente sobrecarregado, e os estoques finitos de glicogênio muscular representam um aspecto chave da interface entre treinamento, desempenho e suporte nutricional.

A base e estrutura de um programa de treinamento no futebol induz alterações musculares; assim, um protocolo de resistência produz adaptações importantes no metabolismo aeróbio, enquanto treinamento de corrida aumenta a concentração de substratos energéticos, o que é um fator importante em relação a fadiga. Neste contexto, a fadiga é definida como um declínio na capacidade de sustentar o trabalho muscular, que se manifesta como uma redução no ritmo de trabalho no final do jogo.

Tanto os depósitos de glicogênio muscular como o hepático são utilizados durante o exercício, e o grau de depleção depende da intensidade e duração da atividade. Sabe-se que quanto mais intenso o exercício mais rapidamente ele é depletado. Se esse exercício for longo o suficiente, os estoques podem ser reduzidos a ponto de levar à fadiga.

Assim, pode ser vantajoso otimizar a utilização de substratos de energia que possam poupar e recuperar os estoques de glicogênio para os estágios finais da competição, como é o caso dos carboidratos.

A ingestão diária de carboidrato é importante pelo fato de os estoques no organismo serem limitados e, além disso a sua disponibilidade como substrato energético durante o exercício é fator que pode limitar o desempenho. Exercícios intermitentes de alta intensidade como o futebol podem reduzir o conteúdo de glicogênio muscular em 72% em menos de 10 minutos.

Por isso alimentação, o treinamento e o estado de saúde são aspectos fundamentais para um bom desempenho no esporte, assim como o tipo, as quantidades e horários dos alimentos, os líquidos e suplementos consumidos, podem influenciar no rendimento e na recuperação dos atletas durante e entre as partidas.

As recomendações mais abrangentes sugerem, que os jogadores de futebol, consumam uma dieta rica em carboidratos, que variam de 7 a 10 gramas até 12 gramas por kg em dias de jogos ou treinamento pesados, ou de 60 a 70% do valor energético diário total. Um dos melhores momentos para ofertar o que o organismo precisa para otimizar a recuperação e a adaptação é após as sessões de treino. A famosa reposição de glicogênio é uma das estratégias de recuperação. O termo recuperação envolve processos nutricionais, como a restauração dos estoques hepáticos e musculares de glicogênio, reposição de fluidos e eletrólitos, regeneração e reparo de lesões causadas pelo exercício e adaptação após o estresse catabólico.

Já existe na literatura certo consenso sobre o tempo necessário para repor glicogênio. Essa reposição ocorre mais rápido quando a ingestão de carboidrato se dá imediatamente após o término do exercício. Mas, o organismo privilegia a reposição do glicogênio hepático, pelas suas inúmeras funções metabólicas, sendo que a reposição muscular começa a ser significativa a partir de 6-8 horas após o término do treino. A reposição completa do glicogênio muscular demora cerca de 24 horas.

Para otimizar a reposição, a orientação geral é o consumo de 1.2g/h de carboidratos para cada kg de peso corporal, a serem ofertados nas primeiras 3 a 4 horas após a sessão de treino. Sendo a primeira hora crucial para um resultado mais expressivo, pois a síntese de glicogênio na recuperação acontece de maneira bifásica. Na fase rápida, que dura entre 30 e 60 minutos, a síntese pode ser processada sem a presença de insulina. Após esta fase, o glicogênio é sintetizado mais lentamente e na presença de insulina.

Assim, pensar em estratégias nutricionais para a maior contribuição o bom a porte de nutrientes para o bom rendimento e a sustentação nos treinos tem que ser pensada em todos os momentos da competição, com ênfase na recuperação, que nos mostra que é um trabalho que deve ser desenvolvido ao longo de toda uma temporada.

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